
Banho (inspirado em “Tristão e Isolda”)
24 outubro, 2011Estou na torre do castelo posto sobre altas escarpas contra as quais se bate um mar agitado pela tempestade noturna. Por trás do vitral de minha janela tento em vão vislumbrar o barco do meu amor no oceano, ou ao menos, entre as brumas, o clarão das lamparinas cujas chamas tantas vezes aqueceram meu coração romântico e saudoso da espera.
Que nenhuma vaga assuste o meu amor para que ele chegue em segurança e eu possa ajudá-lo a livrar-se de sua roupa encharcada enquanto ele desamarra meu vestido, tira minha tiara dourada e nos acomodamos na tina com água morna e pétalas de crisântemo que despetalei durante a tarde ao som do harpista real.

sua leoa canceriana e medieval, salve seu olhar pelo mar afora, mesmo no escuro
Dutra, seu resumo foi cirúrgico, como diria você mesma
Bjs